Tempo de Cais



Conforme o tempo avança
lembro-me cada vez mais
do tempo quando eu criança
corria ao sol no cais.
Vau que inda hoje aliança
amigos, parentes e pais
outros de minha privança
liames de mesmos ais.


Soaroir Maria de Campos
  10/12/06
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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Lamento de Um Cego

Lamento de um Cego
© Soaroir 19/2/2014

 

Olhei, deveras pouco, em teu olhar,

Enquanto lidavas com este plano...

Quando vinhas, ficavas ou partias

Até se ir para nunca mais voltar.

 
Não vejo mais o teu olhar

Sem rever aquela fotografia

Aquela que me deste um dia
 
Pedindo para eu guardar.


 Hoje pressinto que bem sabias

Que o que (eu) não via em teu olhar

Um dia eu viria a lamentar

Diante desta tumba fria...
 

(Mote: em teu olhar)


segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Choices - Aprendendo a Amar

Soaroir
27/1/14


Seriam mesmo nossas escolhas que nos definem?  Duvido. 
Ao nascer fiquei sei lá quanto tempo  enganchada entre a cabeça e ombros, o que provavelmente deixou a desejar a oxigenação.  Sem grandes aparentes sequelas, até aqui, mesmo porque naquele tempo  e naquele lugar, quando se nascia sobrevivia. Cai na fila da segunda opção.  
Agora entendo melhor a razão pela qual eu não  conseguia pronunciar “nariz”  sem aquele estúpido som de til no a; ou de um n antes do r ... e muito mais. E nas aulas de matemática então? Que mico! Só aos nove entendi o que significava “x” quando disse para a colega de carteira – Não sei o que significa vezes  e aquele "x" ! E ela penalizada me disse: é a mesma coisa que pular uma vez, duas ou três vezes.
Imagino que hoje ela seja ministra da educação, ou similar, em algum lugar deste planeta, enquanto eu cada dia mais aprendo, relembro, valorizo e amo  cada evento que me molda.
À bientôt!

domingo, 30 de dezembro de 2012

Rizomas de uma Alma


Soaroir 29/12/12


Ninfeias Azuis - Claude Monet  - Museu d'Orsay, Paris



Mergulho nos vãos da existência

Quebra o selo do sigilo e,

Cerra o toque de recolher

Do perfume das ninfeias -

Principiadas nas profundezas -

A acolher borboletas

Vindas todas de um tempo

Que há muito decorreu;

Adorno precioso...

Para construir novos trajos

Ou aviar a mortalha.

terça-feira, 15 de maio de 2012

No Banco do Tempo

"Amor é luz, fecundas manhãs que enterneceram"
Foto e poesia vencedoras do concurso

Foto eo "Love is in the air" -


Imagem (1990) e texto Copyright Soaroir

A primeira é de casamento
Depois as da lua de mel
As da barriga de perfil
Seguidas das flores na maternidade
Das carinhas sujas de macarrão
Do futebol no ginásio,
As da primeira comunhão
De repente a de formatura
Com a beca de doutor
Vistas agora sobre meu piano
Nem parece que o tempo passou...!

 Soaroir 26/05

segunda-feira, 26 de março de 2012

Sinais da Poesia

(com autorização da autora)

GRAMATICAL
 Patrícia Zago

 Ah! Amo pontuação na poesia,
Aspas, pontos de exclamação,
Dois pontos, vírgulas!
As regras regem no papel
Uma ordem que me fascina!
Traduzem nossa emoção
Mais do que perfeitamente,
Dizem tudo o que é preciso
Com um toque de mestre!
As aspas para se dar ‘ênfase’,
Exclamações são um grito
De admiração, dor ou alegria!
Os dois pontos alertam:
Aí gente vem algo explicativo!
Já as vírgulas, essas lindas,
O nosso fôlego recuperam,
Entre um verso e outro
Que seja assim mais extenso,
Ah! Que pontuação bendita!
São tantos os recursos
(Parênteses), ponto e vírgula;
Três pontinhos...
E os pontos de interrogação?
Esses também são bem-vindos,
Posto que são tantas
As indagações que povoam
O nosso imaginário de poetas!
Que de quebra ainda deixam
Mil respostas em aberto...
Nas mentes dos apreciadores
Dessa bela expressão d’arte
Escrita em versos, com esmero!

P.Z.


terça-feira, 6 de março de 2012

A Cor da Alma


Minh'alma
 © Soaroir 18/05/08



 
imagem google


Caucasiana de vó e vô,

De graça tenho nos olhos

O verde de muitas bandeiras

E a alma furta-cor;

Cromia e sintonia de Matisse e Strauss,

Fonias de tons, Jobim e semitons;

Folias contrastando philias,

Mistura de azeviche encarnado

E mamelucos prateados;

Matizes de acordes difusos,

Entre azevinhos e paus-brasil,

Minha alma cora ao sol

Na luz intensa do Sul.

domingo, 4 de março de 2012

Procura-se um Arteiro

Procura-se um Arteiro
© Soaroir Maria de Campos
1º de junho/2008
 
 
imagem/google

Hoje quero fazer arte no silêncio
das oito e da cidade;
Virar cambota com a neblina,
Deslizar na gangorra da enxurrada,
Me lambuzar nos pingos de champagne
da chuva que sem parar cai;
Jogar baleba com os ventos do Sudeste
comendo uma mariola envolvida em versos.
Hoje, neste domingo cinzento,
Sem revirar os guardados
Nem atirar porta afora o passado,
Ou glosar meus arrependimentos,
Quero, pulando num só pé,
jogar amarelinha em direção ao céu.
E ainda, com estes versos picados quero
subir bem alto num balão - coisa minha,
cá com meus botões,
E como se fossem bandeirinhas...
Soltá-las da mais alta nuvem
Em direção a outro arteiro
Que por bem comigo queira
lançar do pião a fieira.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

La Donna è Mobile

Os Mudamentos

By Soaroir
outubro 24, 2009

Eu me disfarço, camuflo os brancos
Preencho com pó os compactos vincos
Encho a cara, esfumaço os olhos
Ajusto o salto, os óculos a cintura
Renegocio com a beleza do cio
Olho no decote os seios, que feios!
Mataram fomes, mas estão vivos.
Troquei a pele, sobraram escamas
Não quero ver meus pés no barro
Cobertos pela barriga estriada
Que gerou, se na das pernas,
Não marcaria, nem parir iriam.
Apago a luz, e me cubro de certezas
De que ainda não é o fim.
Realço um discurso melhorado
E assim, eu me aceito.
Moços… Não…
Não há melhor idade!

Poesia Vencedora do Concurso Antologia Delicatta III, pela Fundação Cecina Moreira

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Metacidade

by Soaroir
16/1/12





São Paulo, metaconto de aéreas raízes,
cultivadas excepcionalmente, entre rios.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Cantiga de Ano Novo

Cantiga pro Ano Novo
By Soaroir




Feliz Ano Novo, Feliz Ano Novo
Famílias, amigos e colegas, também
Brindemos com todo esse povo
O velho e o novo no ano que vêm
Juntos erguendo o provo
Da taça onde somos alguém
Que se cai levanta de novo
Mais forte e dizendo amém!


Soaroir
RL por Soaroir em 23/12/2009
Código do texto: T1992096

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Poesia para uma Pedra Versões



(Traduções diversas By Google)

Poesia para uma pedra
ποίηση σε ένα βράχο
Soaroir Πεδίο
Σάο Πάολο
-
Βραζιλία

Ήταν ακουμπισμένος ένα πόδι άκουσα
Σε απόσταση μιας επίμονες νικήσει
Αρρυθμίας και που επλήγησαν από
Μαθήματα από τον άνεμο.

Στο στήθος μου ήταν δονείται σε άλλη συχνότητα
Ρώτησα "Ποιος είναι εκεί στοίχημα;"
Με την επανάληψη έρχεται amiudada
Στο μάταια αναζήτηση για ένα πρόσωπο.

Με δεδομένη τη συνεχιζόμενη σιωπή
Έχω πέσει και μείωσε το βλέμμα του
"Μια ομιλία πέτρα», φώναξα ...
Κι εγώ σταμάτησα για να ακούσετε:

- "Θέλω την καρδιά σας ότι τίποτα δεν
Χαμένος στις πλαγιές χωρίς
Απλά θέλω να πάω πίσω στο στήθος σας
Και έχουν μια νέα ζωή. "

Soaroir ce campos
Sao Paulo - Brasile

E 'stato appoggiato un piede ho sentito
In lontananza un battito insistente
Aritmiche e colpiti attraverso
Soggetti contro il vento.

Il mio petto vibrava a un'altra frequenza
Ho chiesto 'Chi è là scommessa? "
Con ripetizione viene amiudada
Nella vana ricerca di un volto.

Dato il silenzio continua
Ho scattato e abbassò lo sguardo
"Una pietra parlante", ho pianto ...
E mi sono fermato ad ascoltare:

- "Voglio il tuo cuore che niente
Perso sulle piste senza
Voglio solo tornare al torace
E avere una vita nuova. "


Soaroir de Campos
Sao Paulo
- Brésil

Poésie pour une pierre


Il était appuyé contre un pied, j'ai entendu
Au loin, un beat insistante
Arythmique et frappés par un
Sujets contre le vent.

Ma poitrine était vibrant à une autre fréquence
J'ai demandé «Qui est là pari?"
Avec la répétition vient amiudada
Dans la recherche vaine d'un visage.

Compte tenu du silence continue
J'ai trébuché et baissa les yeux
"Une pierre de parole», j'ai pleuré ...
Et j'ai arrêté d'écouter:

- «Je veux ton coeur que rien
Perdu sur les pistes sans
Je veux juste revenir à votre poitrine
Et avoir une nouvelle vie. "


Soaroir de Campos
Sao
Paulo
- Brasil

Estaba apoyado en un pie oí
A lo lejos un ritmo insistente
Arrítmicos y afectados a través de
Temas en contra del viento.

Mi pecho vibraba en otra frecuencia
Le pregunté '¿Quién hay apuesta? "
Con la repetición se amiudada
En la vana búsqueda de un rostro.

Ante el silencio continuó
Tropecé y bajó la mirada
"Una piedra parlante", me gritó ...
Y me detuve a escuchar:

- "Quiero tu corazón que nada
Perdido en las pistas sin
Sólo quiero volver a tu pecho
Y tener una nueva vida. "


Soaroir de Campos
Sao Paulo - Brazil


He was
leaning against a foot I heard
In the distance an insistent beat
Arrhythmic and stricken through
Subjects against the wind.

My chest was vibrating at another frequency
I asked 'Who is there bet? "
With repetition comes amiudada
In the vain search for a face.

Given the continued silence
I tripped and lowered his gaze
"A talking stone", I cried ...
And I stopped to listen:

-
"I
want your heart that nothing
Lost out on the slopes without
I just want to go back to your chest
And have a new life. "

POEMA ORIGINAL:
Poesia para uma pedra
Soaroir de Campos

Foi recostada num sopé que ouvi
Ao longe um insistente batimento
Descompassado e meio aflito
Assuntei contra a direção do vento.
Meu peito vibrava noutra freqüência
Perguntei “quem está aí aposto?”
Com amiudada repetição sai
Na vã busca por um rosto.
Diante do silêncio continuei
Tropecei e abaixei o olhar
“Uma pedra falante!”, exclamei...
E parei para escutar:
- “Sou teu coração que nada deseja
Perdido nas encostas sem saída
Só quero voltar para o teu peito
E de novo ter uma vida”.
Soaroir

 por Soaroir em 08/04/2009
RL Código do texto: T1528527
Soaroir
Reeditado em 28/12/2011
Código do texto: T3400466

domingo, 25 de dezembro de 2011

Perdido na Net XVII

Não corra atrás das borboletas II
© Soaroir de Campos
São Paulo - Out.28/10


mote: "O que se foi se foi"



cativante Butterfly
de radiantes escamas

de passagem, talvez cansada
ou em vôo errante, pousou

admirada eu sorri parada
a saudei com uma piscadela
e ela, com especial deferência
disse em código de borboletas:

— agora tenho que partir
a vida é muito curta para ficar
choramingando em seu jardim

sem olhar para trás partiu...
Soaroir
Enviado por Soaroir em 28/10/2010
Código do texto: T2583160

sábado, 24 de dezembro de 2011

Ser criança de novo

Quando eu crescer...
Copyright Soaroir

Poeta é o que quero ser quando eu for criança
acordar num playground gigante ao lado do meu cão Rondante
rezar a Ave Maria e sairmos pelo mundo fazendo estrepolias
até chegarmos em Stratford-upon-Avon e aprender poesia

Com ela, poesia, como planta rasteira, me alastrar
nas beiradas das estradas
contar por todas as minhas vias da difícil arte de ser criança
que dos pés à cabeça, da alma ao coração sofre com as mudanças
e se perde no meio da multidão de regras e comandos
e pouca opção de manter os próprios hábitos, devoção sem censura e a fértil imaginação de ser forte como um leão, esperta como uma raposa e orgulhosa como um pavão a cada nova cor descoberta neste Paraíso

Isso. É isso que farei logo que sair do ovo. Serei um vagabundo bardo
e por todas as póleis divulgarei quanto ainda é bom - ser criança de novo...
Titulo original:
Doce Travessura
Soaroir 8/1/10
Soaroir
Enviado por Soaroir em 12/10/2011
Reeditado em 12/10/2011
Código do texto: T3272038

sábado, 17 de dezembro de 2011

Resumo de uma Fábula

O Vento e a Fábula

Resumo de uma fábula
©Soaroir
21/6/08

“Vento, tu que es tão forte...
Desprende meu pezinho!?”
-É perigoso e longo o caminho...
...
“Deus, Tu que és tão forte
que governas a morte
que mata o homem
que bate no cão
que persegue o gato
que come o rato
que rói o muro
que prende o vento e
tapa o sol
que derrete a neve
que meu pezinho prende:
desprende meu pezinho!?”

- Eu sou tão forte que te tiro a fala.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

What does Santa bring for daddies...

O que os pais querem no Natal?

Adaptação
by Soaroir - Dezembro 2008

O que Noel traz para paizinhos
muito velhos para um brinquedo?
Valises, relógios, gravatas, e suéteres
Não lhes causam mais regozijos

Quê os pais querem de Natal,
De verdade, em seus corações?
Algo tão perfeito que como crianças
Berrassem na hora de abrir os pacotes?

Oh, Papai! Existe alguma coisa
Que você queira sob a árvore de Natal?
Outra é claro, além de mim
Abrindo os meus presentes?



"What does Santa bring for daddies,
Too old to want a toy?
Wallets, watches, ties, and sweaters
Don’t make for much joy.

What do daddies want for Christmas,
Really, in their hearts?
So perfect that they’d shriek like kids
Once the shredding starts?

Oh, Daddy! Is there anything
You want beneath the tree?
Other than, of course, to watch
Me open gifts for me?"

By Nicholas Gordon

domingo, 4 de dezembro de 2011

Poesia antiga

AMOR ENTREATOS

By Soaroir

AKANKE – Conhecendo o Amor
I
Amor cacos pra vida

introdução e efeitos
intérprete dramático
repertoriado cômico
pano de boca
palco anacrônico
alumia as ausências

Amor de grego

ágape afetos perfeitos
eros bruxo acrobático
anteros comediante atônico
platéia pouca
philia profético randômico
encena nas carências

Amor começo

semeadura de eitos
ardor magmático
desconhece o agônico
dança louca
florescente adônico
ramifica essências.

II
Amor chegança

com hora de saída
cheiro de criança
colo de rapariga
eterna lembrança
de mãe a barriga

Amor inocente

pura vertente
corre pros braços
transborda pureza
deságua no espaço
cristalina certeza

Amor diamante

brilho agramático
engastado no peito
passado extático
presente imperfeito
futuro acromático.

III
Amor de rastos

deixados no eito
presentes pegadas
futuros desfeitos
ausências marcadas
passados confeitos.

Amor pragmático

orgulhoso resultado
embala a descendência
melhor teria amado
se encontrado aquiescência
culpa do tempo
falta de deferência!

Amor confraria

representação de papel
opereta em pantomima
ato do encerramento
banzeiro o amor lastima
não ser peça pra testamento.

$oaroir 4/8/06

sábado, 3 de dezembro de 2011

Adote um Mendigo neste Natal


Meu Irmão por Parte de Pai
© Soaroir Dez/2008


Há muito estou perdido de minha terra distante,
Escorraços agarrocharam-me nas entranhas...
Tenho fome. Por favor, um prato de comida.
Ouvido, logo ali do outro lado
Fui levado como convidado.
Acomodado, com direito a bandeja,
Sobremesa, guardanapo e talheres...
De novo fui escorraçado:
“Aqui não pode entrar.”
“Vá pro inferno mulher,
Este Homem é meu convidado!”
“Ah, neste caso, rapidinho preparo
Para ele uma quentinha.”
“Não! Ele é mais um cliente
Como eu ou outro qualquer… ”
...
…Vitualhas para o irmão distante...
Sim, necessitado...
Este ao seu lado só pede comer
Voltar para a sua terra
Aonde é mais respeitado.

Meu endereço é no aí de São Paulo
onde eu posso ser encontrado.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Diário de um Andarilho

diario d´un autoestopista ¹
Copyright Soaroir 15/9/10

exercicio para o mote: andarilho

imagem/google


Um homem calvo calça preto
E o outro pé sem nada
Carregam seu guarda-roupas

Blusas e blusas caqui
Todas as suas mudas
De uma vida errante

Deus... quanta coisa passa
Lá em baixo

E continua...





nota da autora:
¹ caroneiro
(nômades n respeitam fronteiras
em busca de melhores pastos)

Traduzido por
http://lyricstranslate.com/en/forum/portugues-para-espanhol

El andariego
Un hombre calvo calzando un zapato negro
Y su otro pie descalzo
Llevan su guardarropa.
Son blusas y más blusas color caqui.
Todas las piezas de ropa
de su vida errante
Dios mío... tantas cosas se ven pasar
ahí abajo
Y él sigue...


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Pela hora da noite

Noite Bulida

(insônia)
By Soaroir
11/3/09



Eu sou aquela sem hora –
chego quando bem entendo
sem más intenções nas aflições,
cavouco onde o solo é mais fino
e me instalo no que mais estala
na construção de cada dia,
taciturna mente noturna
antecâmara da culpa e da razão
onde sou hífen de pesadelos e sonhos -
himen entre reprimidos gozos
sou grilhões me despartindo toda -
tudo - pela hora da noite.

...
...

(e.t:quando meu texto termina com reticências
é porque ele continuará um dia)