Homenagem ao Dia Int.da Mulher
Estavam por aqui antes de nós
no entanto, por suas causas
não ouvimos nenhum alvoroço.
Uma Prece:
ORÉ
Oré r-ub, ybak-y-pe t-ekó-ar,
I moeté-pyr-amo nde r-era t'o-îkó
T'o-ur nde "Reino"!
Tó-nhe-monhang nde r-emi-motara
yby-pe.
Ybak-y-pe i nhe-monhanga îabé!
Oré r-emi-'u, 'ara-îabi'õ-nduara,
e-î-me'eng kori orébe.
Nde nhyrõ oré angaîpaba r-esé orébe,
oré r-erekó-memûã-sara supé
oré nhyrõ îabé
Oré mo'ar-ukar umen îepe "tentação" pupé,
oré pysyrõ-te îepé mba'e-a'iba sui.
Soaroir 7/3/07
Tempo de Cais
Conforme o tempo avança
lembro-me cada vez mais
do tempo quando eu criança
corria ao sol no cais.
Vau que inda hoje aliança
amigos, parentes e pais
outros de minha privança
liames de mesmos ais.
Soaroir Maria de Campos
10/12/06
quinta-feira, 8 de março de 2012
terça-feira, 6 de março de 2012
A Cor da Alma
Minh'alma
© Soaroir 18/05/08

imagem google
Caucasiana de vó e vô,
De graça tenho nos olhos
O verde de muitas bandeiras
E a alma furta-cor;
Cromia e sintonia de Matisse e Strauss,
Fonias de tons, Jobim e semitons;
Folias contrastando philias,
Mistura de azeviche encarnado
E mamelucos prateados;
Matizes de acordes difusos,
Entre azevinhos e paus-brasil,
Minha alma cora ao sol
Na luz intensa do Sul.
A Sombra de Minh´alma
vela na janela
Salvador Dali
by Soaroir de Campos
4 de Julho/2009
"A sombra de minh'alma"
A sombra de minh’alma
Tem nova companhia
Às vezes ela se mostra
Junto com a da poesia.
Nessa nova exitância
Mantem seu endereço
Cansou-se ela deveras
Dos meus sombrios tropeços.
Para poder encontrá-la
Acendo uma vela
Debruço na janela
E espero a chegada delas.
domingo, 4 de março de 2012
Procura-se um Arteiro
Procura-se um Arteiro
© Soaroir Maria de Campos
1º de junho/2008
1º de junho/2008
imagem/google
Hoje quero fazer arte no silêncio
das oito e da cidade;
Virar cambota com a neblina,
Deslizar na gangorra da enxurrada,
Me lambuzar nos pingos de champagne
da chuva que sem parar cai;
Jogar baleba com os ventos do Sudeste
comendo uma mariola envolvida em versos.
Hoje, neste domingo cinzento,
Sem revirar os guardados
Nem atirar porta afora o passado,
Ou glosar meus arrependimentos,
Quero, pulando num só pé,
jogar amarelinha em direção ao céu.
E ainda, com estes versos picados quero
subir bem alto num balão - coisa minha,
cá com meus botões,
E como se fossem bandeirinhas...
Soltá-las da mais alta nuvem
Em direção a outro arteiro
Que por bem comigo queira
lançar do pião a fieira.
Hoje quero fazer arte no silêncio
das oito e da cidade;
Virar cambota com a neblina,
Deslizar na gangorra da enxurrada,
Me lambuzar nos pingos de champagne
da chuva que sem parar cai;
Jogar baleba com os ventos do Sudeste
comendo uma mariola envolvida em versos.
Hoje, neste domingo cinzento,
Sem revirar os guardados
Nem atirar porta afora o passado,
Ou glosar meus arrependimentos,
Quero, pulando num só pé,
jogar amarelinha em direção ao céu.
E ainda, com estes versos picados quero
subir bem alto num balão - coisa minha,
cá com meus botões,
E como se fossem bandeirinhas...
Soltá-las da mais alta nuvem
Em direção a outro arteiro
Que por bem comigo queira
lançar do pião a fieira.
Perdido na Net XXXV
A poesia da Natureza
Composição: Soaroir de Campos / Poetas Del Mundo
22/11/09 http://pote-de-poesias.blogspot.com/2009/11/natureza.html
Idem in http://diarioecologico.wordpress.com/
22/11/09 http://pote-de-poesias.blogspot.com/2009/11/natureza.html
Idem in http://diarioecologico.wordpress.com/
Liberdade da Natureza
que natureza tem a Natureza
de sem capricho algum
ornar com tomates
um jardim suspenso
no décimo segundo andar?
eu? Só cortei um descartável
ao invés de mandar pro lixo
plástico não degradável
e lancei restos pra adubar
e Ela sem capricho algum
selecionou a bel prazer
um exemplo de amostra
que fome não tem lugar
se o homem conscientizado
cuidar do que é Dela
o resto Ela assume
e sabe bem aproveitar.
sexta-feira, 2 de março de 2012
Premonição
O Segredo dos Olhos
Copyright Soaroir

obra de Teresa Robalo (Olhar de Olhares)
Minha poesia muda
Pelas oportunas lágrimas
Diante de teus olhos
Definitivamente cerrados
Na absurda face morta...
Velada hoje - até agora
Por muitos (e muitos) olhos
Sem (qualquer) visão da morte.
(homenagem póstuma - de improviso)
Soaroir
27/2/10
(À Carmina)
Copyright Soaroir
obra de Teresa Robalo (Olhar de Olhares)
Pelas oportunas lágrimas
Diante de teus olhos
Definitivamente cerrados
Na absurda face morta...
Velada hoje - até agora
Por muitos (e muitos) olhos
Sem (qualquer) visão da morte.
(homenagem póstuma - de improviso)
Soaroir
27/2/10
(À Carmina)
Homenagem Póstuma
Homenagem Póstuma
Copyright Soaroir
Sexta-feira 02/03/2012

Sintomas indecifráveis, quando temos notícias de morte, especialmente quando de protagonista do passado, mesmo se conturbado, figurante memorável no tablado da nossa existência.
Há duas espécies de protagonista em um mesmo homem. O visível que se lhe obrigam a consumir a alma, esta somente visível àqueles com semelhança que, embora da coxia, o aplaudem, se entristecem e choram quando cerram as cortinas e seus olhos.
Descanse em Paz Fernando.
Copyright Soaroir
Sexta-feira 02/03/2012
Sintomas indecifráveis, quando temos notícias de morte, especialmente quando de protagonista do passado, mesmo se conturbado, figurante memorável no tablado da nossa existência.
Há duas espécies de protagonista em um mesmo homem. O visível que se lhe obrigam a consumir a alma, esta somente visível àqueles com semelhança que, embora da coxia, o aplaudem, se entristecem e choram quando cerram as cortinas e seus olhos.
Descanse em Paz Fernando.
Soaroir
02/03/2012
RL Código do texto: T3530779
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