Tempo de Cais



Conforme o tempo avança
lembro-me cada vez mais
do tempo quando eu criança
corria ao sol no cais.
Vau que inda hoje aliança
amigos, parentes e pais
outros de minha privança
liames de mesmos ais.


Soaroir Maria de Campos
  10/12/06

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Coisas que só mãe faz

Coisas que só mãe faz

(Coleção Perdidos na Net)
Soaroir de Campos
Brasil Maio 2, 2010

Certa tarde um homem retorna do trabalho e encontra sua casa em completa ruína.  No jardim embalagens vazias de comida espalhadas por todo lado, enquanto seus três filhos, ainda de pijama, brincavam na lama.
O carro da mulher estava com as portas escancaradas, bem como a porta  da frente. Assim que entra na sala ele se depara com uma bagunça ainda maior. Um abajur derrubado, tapetes embolados no canto da parede. Na sala ao lado, a TV no último volume exibia um canal de desenho animado enquanto brinquedos e várias peças de vestuário se espalhavam pelo chão.
Na cozinha a pia cheia de louça e a mesa do café da manhã  ainda permanecia exposta entre restos e farelos; cacos de vidro sob a mesa e ao lado a ração do cachorro toda espalhada e um rastro de areia entrando pela porta dos fundos.
Preocupado com a esposa, entre brinquedos e mais pilhas de roupa, ele sube as escadas para o andar superior, imaginanando que ela estivesse doente e torcendo para algo mais grave não tivesse acontecido.
Quase sem fôlego ele abre a porta do quarto e a encontra entre as cobertas  confortavelmente lendo um romance. Ela olha para ele, sorri e pergunta:
-   como foi seu dia?
-   O que aconteceu aqui hoje?! Gritou ele
Novamente ela sorri e responde:
-   Sabe todos os dias quando você chega do trabalho e me pergunta que raios eu fiquei fazendo o dia todo?
-   Sim, e daí!
-   Pois bem...hoje eu não fiz


volto logo


(tradução adaptada de texto de autor n localizado)
Soaroir
Enviado por Soaroir em 02/05/2010
Código do texto: T2233090
Classificação de conteúdo: seguro

domingo, 23 de novembro de 2014

Não posso te esquecer

* NÃO POSSO TE ESQUECER *

Perdidos na Net
Soaroir 7/5/07

Invasão

Noites tão tristes de abandono!
Noites de frio e ansiedade,
Que não querem terminar!

Noites de lembranças, insanidade,
Noites sem fim…
Dias a fio…
Dias sem fim, de criabilidade!

E eu, não consigo te esquecer…

Choros intermináveis sem hora
Noites sem fim...
Natais a fio...
Dias de festa, na orfandade!

E eu, sem poder te esquecer...

(Também publicado em http://pote-de-poesias.blogspot.com)
Soaroir
Enviado por Soaroir em 09/05/2007
Reeditado em 09/05/2007
Código do texto: T480388
Classificação de conteúdo: seguro

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Um Amor de Suez

CARTÍSMO
BRASILEIROS EM SUEZ 

UM ENVELOPE POR BAIXO DA PORTA,
UMA CARTA PENDURADA NO GRADIL...
AH ! COMO ERA BOM ESPERAR O CARTEIRO.

MENSAGEIRO ÁS VEZES ARDIL...
QUE TRAZIA CARTAS DE AMOR,
MORTE, SEPARAÇÃO OU ABANDONO,
AS NOTÍCIAS QUE SOBREVINHAM DOR,
TAMBÉM ERA ELE QUEM TRAZIA.

ANTES QUE SE DESSE POR CONTA,
DE SURPRESA ESTAVA LÁ !
ERA A MAIOR ALEGRIA...

UM CARTÃO, UM BILHETE, UMA FLOR,
ERA A MENSAGEM - NÃO IMPORTAVA,
SE DE ALEGRIA, PESAR OU AMOR.

ERA A MÃE SE PREOCUPANDO,
OU VENDO O FILHO PARTINDO;
IA UMA BLUSA DE FRIO,
VINHA O TEMPO TRICOTANDO.

AS MALHAS DA ESPERA,
DO AMOR QUE SE QUERIA REVER,
ERA MEU J... CHEGANDO,
DA I...... OU SUEZ......

- CARTEIRO ANDE LOGO !
USE DE RAPIDEZ !
QUERO PEGAR NA MÃO,
SENTIR A CALIGRAFIA,
RASGAR O ENVELOPE BEM RÁPIDO,
CHEIRAR O PAPEL DE DENTRO,
BEIJAR O BEIJO DE LONGE,
TOCANDO NA PELE SEM TEZ

CARTEIRO SE AQUIETE...
TUDO FOI ANTES DE AGORA,
ISSO JÁ É REMOTO,
É PRECEDENTE À INTERNET

SOAROIR


 05 Feb 2006 13:04:00 GM

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Rio Tietê

Um Poema Para o Rio Tietê

Ti'ye e'te
Por: Soaroir 06/07/07

Não é pedido de socorro, pois mercador não escuta.
Isto é um lamento pela falta de amor e consideração
Ao rio Tietê, um importante rio de nossa nação.

Lembra-se daquela pequena bituca varejada?
Das fezes dos cães, do pneu, e do colchão,
Que os sem noção largaram pelo chão?
Pois é. Entupiram os bueiros, rumaram pro Tietê
Que morreu sem dó, piedade, ou extrema-unção,
Asfixiado pelos lixos do ABC e de toda a região.
Acabou-se; virou um berdamerda.

O que fazer? Dar resposta eu não me atrevo.
Eu? Vou remar no rio Cam e nadar em Sarajevo.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Recordar para Esquecer


(perdidos na Net)

Recordar para Esquecer

By Soaroir
22/12/08

(para o mote de poesia on-line do RL:
 "Recordar é viver")

olhar para trás, descobrir
os nãos e os esquecidos
peça por peça a vida
fazendo todo o sentido
nenhum
ninguém culpado.
reviver o passado... Marco
enxergar, reconhecer as fronteiras
do que não fomos
ou do que não pudemos ser.
recordar é viver
uma vida toda vivida
perdoar-se e compreender
nada foi em vão -
no todo acontecido.
Soaroir
Enviado por Soaroir em 22/12/2008
Código do texto: T1348383
Classificação de conteúdo: seguro