Tempo de Cais



Conforme o tempo avança
lembro-me cada vez mais
do tempo quando eu criança
corria ao sol no cais.
Vau que inda hoje aliança
amigos, parentes e pais
outros de minha privança
liames de mesmos ais.


Soaroir Maria de Campos
  10/12/06

sexta-feira, 13 de março de 2015

Nos Termos do Destinos

Nos termos do destino
Copyright Soaroir


passo às mãos do legítimo
fiel depositário -
essa massa falida

acervos de que abro mão –

que se vire o destino
com os ativos e os passivos
junto aos seus credores
eu cansei...

cansei de desviar
o curso dos (meus) rios
investir em mundos
e fundos de direito e (de) paz

que se destampem os olhos dos furacões
enxerguem as verdades
e varram as mentiras (patranhas)...


17/8/2010 - mote Verdades e mentiras

(Reedição de 26/10/2011)

Koisa Antiga

Soaroir

(perdido na Net)



responsável pelos arranjos
e os ciscos do meu ninho
como galinha-d’angola
meu canto é “tô fraco” -
mas ponho um ovo por dia.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

A Flor de Papoula

Armistício
Soaroir
2/2/15
É a vida isso –  é isso a morte ?
Odoiá... Odoiá ... rogo proteção!
Qual  culpa a minha para findar com tal sorte
Nesta solidão com  miséria de proteção?
Por isso  e tal  - eu -  me encho de absintos
Enquanto  armísticio do meu raciocínio
camufla os meus instintos...
Soaroir
2/2/15

domingo, 1 de fevereiro de 2015

tu que estas numa cela...

Emergência
Mário Quintana

Quem faz um poema abre uma janela.
Respira, tu que estás numa cela
abafada
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
- para que possas profundamente respirar.

Quem faz um poema salva um afogado.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Solilóquio I

(perdido na Net)

Solilóquio

(um titulo provisório)
Soaroir
7/8/09

                  "Mote: Meu Deus, quem sou eu?"


meu Deus quem sou...
hoje longe do meu ânimo
feitio sereno e caçoista?
saltei sobre tudo que me tolhia
segui além das montanhas
e outras altas depois delas
me descobrindo...
fui da tapera ao lagamar
pelo gene e a intuição
me esquivando dos vinhotos
até ser cobrada e castigada
quando não me coube na forja
do medíocre e do surdo
não mudei de olhar
mas induzida a ver o forte
na cobiça perdi o foco
da índole de mim própria...
"não permita Deus, que eu morra
sem que eu volte para lá!"
Soaroir

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Odes a minhas janelas

Soaroir diversos

coleção perdidos na Net)

Ode à minha janela
Soaroir Maria de Campos
Jan. 29/08 14:11

Primeira parte
     
Abra-se a fresta à noite cerrada
Pela liga tácita dos ermitas.
No breu, a alma da luz se agita.
Infiltra no vão ao rasgo da alvorada;
Oh visão, ressuscita!

Retoma a moldura e a vista alerta...
E os pássaros que ontem empunha!
Natureza que por tal via aberta
A todo o mundo testemunha.
Vá visão, seduz a vida!


janela aberta para Cumberland
© Soaroir Maria de Campos Dez. 18/07 -13:25
São Paulo/SP-BRA.
"A Janela Aberta"


majestade em meu castelo
da torre admiro o meu condado
seus verdes campos ensolarados
minhas ovelhas no pasto
entre amarelos narcisos .

até onde alcança a vista há pintura
cincelos, orvalhos prumados nos beirais
e nas árvores a cada alvorejar.

neste feudo mediado por janelos
esteiro prédios e pára-raios
arquejantes de um mundo bem distante
do reinado que traço de minha janela
aberta ao imaginário paralelo.
Soaroir


Abra a janela
© Soaroir Maria de Campos

15/9/07 12:19h
p/poesia on-line do RL


Tantas vezes ansiosos
Debruçamo-nos na janela
Ao fundo o horizonte
O mundo exterior
Todo o inverno
Demais estações
Desfilando por ela
Enquanto o poeta canta:
"Há só cada um de nós
Como uma cave".
Nossa alma fechada
Na janela aberta
Olha e não vê
O tempo chegando
Anti criogênesis
O mundo passando
A falta de chuva
O grito das flores
O planeta sofrendo
Ressequidos horrores
E o poeta a fio...:
"Não  basta abrir a janela
para ver os campos e o rio".

mote: "Janela aberta (minha alma abriu-se)"
In  “Cabo da boa esperança “ Sebastião da Gama


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