Tempo de Cais



Conforme o tempo avança
lembro-me cada vez mais
do tempo quando eu criança
corria ao sol no cais.
Vau que inda hoje aliança
amigos, parentes e pais
outros de minha privança
liames de mesmos ais.


Soaroir Maria de Campos
  10/12/06

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Poenato para 2014

Soaroir
30/12/13


 
imagem google
 
Ao soar das doze badaladas
De janeiro para Fevereiro
Em 2014 a galope rompe o céu
O Cavalo de Madeira
Que depois de seis décadas volta
Para colher dos destinos arados
O que então foi semeado...
Soaroir 

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Ser Poeta é...

(reedição)

 

Ser poeta é o bicho...

© Soaroir 28/10/07 13:54





imagem: Net
i
Poeta é um ser contente
Ainda que viciado na dor
Passa a vida sofrendo
Dizendo ser por amor
ii
Ser poeta é não ter medo
Se arriscar a ser ridículo
Fazer uns versos tolos
Pensando serem versículos
iii
Poeta é ser visionário
Com a cabeça sempre no ar
Mantendo os pés no chão
E amor em todo o lugar
iv
Ser poeta é um castigo
Quase uma maldição
Precisar ter uma musa
Pra servir de inspiração
v
Ser poeta é ser egoísta
Só falar de si e da musa
Dizer tudo que bem pensa
Sem ter que pedir escusas
vi
Ser poeta é ser divino
Também é ser um capeta
Sutilmente com argúcia
Põe a boca na trombeta
vii
Poeta é ser pretensioso
Diz-se artista e profundo
Jura que sua poesia
Um dia ainda alcança o mundo
viii
Ser poeta é viver pobre
Só rico de imaginação
Em terra em que o “larjant” manda
Não se conta inspiração
xi
Ser poeta é ser tudo isso
Bem mais e muito mais
Que juntar sentimentos
Consoantes e vogais.

Aos Poetas

Poeta de Minuto
By Soaroir 18/10/12


imagem/prosimetron/google


Para não dizer que sou bruto

Pra tal data, de antemão,

Pago já o meu tributo

E com rogo de perdão

Nesses versos assim solutos

Segue minha exaltação

Aos bardos absolutos

Evoés! Celebração...

Soaroir

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Nova Pele em Mim

(Perdidos na Net)


Tatuagem

Soaroir 1/6/10

    
Nova pele em mim
                

 no que o tempo roça o corpo
mente e espírito se aquiescem
e o troféu arrebatado
é d’alma que não envelhece

do imberbe profundo transe 
sai a angústia dissolvida
sem notar, com nova pele
o herói prossegue a vida

da esquivança e da lamúria
expulsa o tempo que não ria
confiante então repousa
no velo da sabedoria...

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Não Aprendi a Dizer Adeus

Soaroir
24/4/07

(Perdidos na Net)
Eterna Despedida

Livremente
Soaroir de Campos

barcos vagando na corrente,
deste destino indiferente!
destino, faze que se encontrem

os nossos barcos,
novamente!
e a te esperar.

e a me esperares.

assim ficamos, pelos tempos!

domingo, 8 de dezembro de 2013

Depois da Tempestade

(perdidos na Net)

"Depois da Tempestade"
Por Soaroir 08/07/07 - 11:42


vêm desesperança
corações destelhados
almas alagadas

                embebidas rachaduras
                na couraça concreta
                abstrata infiltração 
 
                          ventos da insegurança
                          depois da tempestade...

sonhos escoados vagueiam
a deriva o pobre lar
em mar de lama.

                sobejos e desânimo
                desbriam recomeçar
                um outro temporal
.

p/poesia on-line do RL