Tempo de Cais



Conforme o tempo avança
lembro-me cada vez mais
do tempo quando eu criança
corria ao sol no cais.
Vau que inda hoje aliança
amigos, parentes e pais
outros de minha privança
liames de mesmos ais.


Soaroir Maria de Campos
  10/12/06

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Em Busca de Vau

(Perdidos na Net)

Em Busca de Vau




Frio nas costas -
Recorda-me a sedutora
Excitada chuva fina
Emprenhando as pradarias
De distantes setembros...
Espermados retraídos
Em ombros compadecidos
Inevitavelmente - curvados
Sobre ocultas mornas brasas
Neste estéril Agosto
Similar, entretanto
Com menos tantos e tantos
Que até choraria
Se as lágrimas coubessem
Em uma (só) poesia...

(sem revisão)
Em Busca de Vauby Soaroir

(imagem google)



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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Último Desejo

Não doem meu coração

(Perdidos na Net)
 
"Último desejo"
p/poesia on-line do RL

Não doem meu coração
© Soaroir Maria de Campos
25/08/07 13:45h


Ah!, meu último anelo não vou revelar...
Entre tantos nem sei qual escolher,
inda que o queiram saber! Para quê?
Se ninguém vai mesmo realizar!

Deixemos à hora denunciar
que desejo último prevalecer
na questão de se ter ou não se ter
direitos após mesmo defuntar.

Pra quem bem me conhece pediria:
não doem meu fígado ou coração...
Neles há pouco para se aproveitar.

Não é que eles sejam porcarias,
mas estão bem longe da perfeição
pra alguma outra vida remediar.


- O coração, deixo pros meus Façam dele o que quiserem Quando eu não mais estiver - n encontrei o resto deste texto.


ps: Perdoem-me! Esta é minha 1ª tentativa de SONETO...
Fragmento do texto original e perdido na Net: (O coração, deixo pros meus
Façam dele o que quiserem
Quando eu não mais  estiver aqui.)

Ménage à Trois

segunda-feira, setembro 09, 2013

Encontro Supremo

imagem google
 

A Natureza é sábia

Injusta, no entanto...

Quisera (eu) eternizar

A Terra, a Lua e Vênus

Neste Ménage à trois

Que jamais antes vi, apesar

Da minha maior idade...

Me faltou a lente -

E eu..., perdi o repente!

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Rascunho para Primavera

(perdidos na Net)
Rascunho para Primavera

Bem-vindo a Vinda

 
 quero-quero sonolento e  abelha humilde
(ainda) desorientados pelo sol de Agosto;
 gigante águia negra - urubu – se refestela
de lado a lado (sua) envergadura abraça
o vento de aragem, a chuva de lavagem;
asseiam (os) corpos, (os) pés e (os) semblantes,
alegram (as) folhagens, alimentam (as) raízes:
chuvas de Primavera... bem-vindo a vinda!
Soaroir 26/9/12
 
imagem/Emanuel Pereira/Rádio Pico  "galardão  Miosótis criado em 2012  p distinguir "bons comportamentos ambientais" na Região"

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Auto Retrato

(Perdidos na Net)
Eu sou... (EC)By: Soaroir Fev.19/08




Para o que sou não há desculpas
Nem culpados, responsáveis
Pelos acertos nem os tropeços
No palco da intenção das alegrias;
Hoje apagadas as circunstâncias,
Sou a lembrança que ficou na memória
Emersa como pessoa melhorada,
Eu sou uma desfaçada
Pela inferência das aleivosias;
Sou aquela que sai para dentro
Para então entrar pra fora, sem dó
E nenhuma auto piedade.

Auto-Retrato

Soaroir 12/11/07


De olhos fechados me retrato

Boa pura e bela

As sequelas omito.

Ao abri-las, confronto

Quixotes

Solidão de Crusoé

Faustosos mitos.

Às avessas retrato

Dorian Grey.

Eu Invisível

Eu e a Poesia

(Perdidos na Net)
"Eu invisível"
Soaroir
18/10/09


já fui invisível – depois sombra
e sempre que o sol se levantava ou descia,
eu ficava muito grande, e ao luar
eu era quase mais compacta do que a pedra.
naquele tempo não conhecia a minha própria natureza;
mas na ante-sala da Poesia logo compreendi.
e tornei-me mulher! Saí de lá madura;
deixei de ser invisível, ou sombra, mas como tal,
eu tinha vergonha de andar daquela maneira.
precisei de sapatos, roupas, de todo esse verniz,
enfim, que faz reconhecer uma mulher.

uma cópia, é plágio; muitas, é pesquisa
(Wilson Mizner )

domingo, 1 de setembro de 2013

Poetas são Furões

Poetas são Furões

© Soaroir de Campos
17/12/08



Não há um ofício de poeta. Há sim,
doninhas, furões que fuçam com insistência,
a própria alma inquieta.
Indóceis cavadores de devaneios
com (seus) efeitos sonoros em versos de páginas.