Tempo de Cais



Conforme o tempo avança
lembro-me cada vez mais
do tempo quando eu criança
corria ao sol no cais.
Vau que inda hoje aliança
amigos, parentes e pais
outros de minha privança
liames de mesmos ais.


Soaroir Maria de Campos
  10/12/06

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Tributo aos Elefantes

TRIBUTO AOS ELEFANTES

 
 
A METEMPSICOSE DA ALIÁ

Vermelho embrechado no couro
marcas como brasões
d´uma peleja sem louro
travada contra leões
Sangue como estrada
corre na pele dura
depois da  presa fincada
segue a aliá exangue
exaurida a noite escura
pra trás deixando seu sangue
enquanto a força dura
até que a carcaça tombe
trilhada por leões algozes
de insaciáveis fome
Ao panteon d´outras vidas
regressando como ebome
segue aliá sem feridas
no espaço que não consome.

Soaroir Maria de Campos 
em 08/07/2006
RL/Código do texto: T190042                    
          

sábado, 22 de junho de 2013

Gritos do Paraiso

        (Perdidos na Net)          

GRITOS DO PARAISO NO ANIVERSÁRIO DE SÃO PAULO

1
Soaroir Maria de Campos · São Paulo, SP
01/08/2006 - 25/1/2009 · 56 · 1
 
Calçadas da Rua Manoel da Nóbrega

É possível que as primeiras calçadas, como as que conhecemos hoje, tenham surgido juntamente com o sistema de pavimentação criado nos idos de 1800, pelo engenheiro escocês Thomas Telford.

O fato é que todas têm abordagens diferentes e nem sempre concordam inteiramente quanto às suas valias. Apesar de haver muita resistência, a maioria ainda acredita que sua serventia é a de ser “sidewalk” um caminho pavimentado para pedestres e que se estende ao longo das ruas.

Reunidas no talude e cercadas de bastante verde ao redor, com recipientes para detritos intactos e jardins bem cuidados, estavam as calçadas da rua Manoel da Nóbrega e algumas ruas transversais que discutiam e decidiam suas intenções, reclamações e queixas. Aliás, as calçadas mais esfarrapadas, entre elas as que ficam entre a mais paulista das avenidas e a mais emporcalhada das alamedas, praguejavam e planejavam algum ato de protesto quando foram interrompidas pela Dr. Carlos Sampaio que pediu um pouco de ordem.

A Cel.Oscar Porto, como sempre esfregando continuamente as solas, pigarreou como para ser ouvida e, ainda tentando fazer desaparecer todo aquele fedor misto de urina e creolina logo sugeriu uma CPI. Nesse meio tempo chega a esbaforida Chris Tronbjerg que foi logo reclamando do monte de resto de assaltos, dos barulhos das trombadas e atropelamentos logo ali na Brigadeiro, lixo e tudo mais. As demais que já não a suportam muito por ser a rua mais recente da redondeza, a mais curta e que além de ter nome que não é de brasileira é exatamente dela que vem aquele horrível cheiro de gordura de pastel e peixe todo o sábado logo de manhã, deram uns muxoxos e voltaram ao assunto da CPI. Inicialmente decidiram por Caçambas e outras Porcarias Indesejáveis. Mas a Chris não se agüentou, interrompeu e deu a resposta que antes não lhe deram a chance. Com cara de coitada retrucou e até se gabou um pouco de ser a única que tinha carro da polícia no jornaleiro, antes das minas e dos manos chegarem. Isso sem contar que aquele pastel enche bucho de muita gente por ali, concluiu a Chris. A platéia ficou dividida, meio pensativa como que analisando aqueles fatos que tinham sido narrados. O tempo estava correndo, mas ruas e calçadas que se prezam não podem se dar ao desfrute de divagar. The show must go on. Convocaram a Santos que até aquele momento pouco dissera. Ela parecia tristonha e até meio encabulada já que não fazia parte daquele bloco, no entanto tomou fôlego e discorreu com brilhantismo sobre todos aqueles ônibus dos hotéis estacionados, caminhões circulando constantemente, buracos, restaurantes e tudo o mais que por ela já havia passado. Não estava nada animada, principalmente quando recordou os velhos tempos em que, com a sua parceira Paulista, via gente bonita e cheirosa no lugar dos cocôs de cachorro e lixos de hoje. Sentia-se realmente desprezada. Arrasada. Foi deixada um pouco de lado assim que a Brig. Luiz Antonio esticou o pescoço mas, como uma enxurrada, desabou.

Aquela reunião não incluía avenidas tampouco alamedas, mas sendo a maioria ali reunida calçadas ilustres que muito conviveram com célebres transeuntes, sabiam como tratar penetras.

A temática da reunião incluía desleixo, buracos, cocô de cachorro e a falta de regulamentação para recuo e estilo das calçadas. Primeiramente queriam entender a razão pela qual havia uma distinta discriminação e preconceito para com as calçadas da ladeira para cima. Estavam realmente intrigadas. Só para as calçadas da ladeira para baixo havia limpeza, cuidados e até um certo carinho dos canteiros e, conseqüentemente, pássaros. Lá existiam lixeiras, árvores que não cobriam as luminárias e quase nenhum adesivo nos postes. Tampouco cocô de cachorro se via por lá. Embora cada calçada fosse de padrão diverso, estavam todas bem conservadas, limpas, em boa forma. Exatamente o oposto das demais.

Realmente havia uma contestação de tendências entre as calçadas da ladeira para cima e as da ladeira para baixo. Era um quadro de emoções quase líricas e vivencial que foi quebrado somente quando a Teixeira da Silva elogiou os pavões que pupilam entre a noite que vai e o dia que chega, lá pelos lados da Mário Amaral, a qual igualmente a Tutóia, não compareceu a reunião.

As calçadas da Manoel da Nóbrega, entre Oscar Porto e Av. Paulista, com um certo ar de enfado, mencionaram com displicência e desilusão o peso insuportável dos prédios que ficam cada vez mais altos. Arrematando, relataram indignadas o que era suportar, sem qualquer controle, todas aquelas caçambas, estacionamentos Zona Azul e o desatino das cadeiras espalhadas por lá nas sextas-feiras. Nem esqueceram do brechó com a Al.Santos.

Lá pelas tantas, após se cotizarem para ajudar as calçadas da ladeira para cima, recriminando veementemente todas as cadeiras nas calçadas que juntamente com vasos de plantas e postes de telefone não deixavam espaço para o pedestre, todas as calçadas, inclusive as das ruas arrabalde, decidiram enviar um e-mail para: cachorros & calcadas.br solicitando apoio para a realização daquela CPI por quarteirão, a fim de promover a adequada preservação de suas existências e a não transformação do espaço em taperas. Termos que assinaram: Os Behavioristas da Rua Manoel da Nóbrega e até pediram deferimento, o que concluímos serem seus gritos de alarme dignos de credibilidade e consideração.


DE CAMPOS, SOAROIR


Soaroir
Publicado no Recanto das Letras em 01/08/2006
Código do texto: T206862

quarta-feira, 19 de junho de 2013

A Cor da Alma

(Perdidos na Net)

Minh'alma
(titulo origial)

© Soaroir 18/05/08
Caucasiana de vó e vô

De graça tenho nos olhos

O verde de muitas bandeiras

E a alma furta-cor

Cromia e sintonia de Matisse e Strauss

Fonias de tons, Jobim e semitons

Folias contrastando philias

Mistura de azeviche encarnado

E mamelucos prateados

Matizes de acordes difusos

Entre azevinhos e paus-brasil

Minha alma cora ao sol

Na luz intensa do Sul.

sábado, 15 de junho de 2013

Gritos do Paraiso

(Coleção Perdidos na Net)
Soaroir 1/8/2006

GRITOS DO PARAISO

(Original: Calçadas da Rua Manoel da Nóbrega)


É possível que as primeiras calçadas, como as que conhecemos hoje, tenham surgido juntamente com o sistema de pavimentação criado nos idos de 1800, pelo engenheiro escocês Thomas Telford.

O fato é que todas têm abordagens diferentes e nem sempre concordam inteiramente quanto às suas valias. Apesar de haver muita resistência, a maioria ainda acredita que sua serventia é a de ser “sidewalk” um caminho pavimentado para pedestres e que se estende ao longo das ruas.

Reunidas no talude e cercadas de bastante verde ao redor, com recipientes para detritos intactos e jardins bem cuidados, estavam as calçadas da rua Manoel da Nóbrega e algumas ruas transversais que discutiam e decidiam suas intenções, reclamações e queixas. Aliás, as calçadas mais esfarrapadas, entre elas as que ficam entre a mais paulista das avenidas e a mais emporcalhada das alamedas, praguejavam e planejavam algum ato de protesto quando foram interrompidas pela Dr. Carlos Sampaio que pediu um pouco de ordem.

A Cel.Oscar Porto, como sempre esfregando continuamente as solas, pigarreou como para ser ouvida e, ainda tentando fazer desaparecer todo aquele fedor misto de urina e creolina logo sugeriu uma CPI.  Nesse meio tempo chega a esbaforida Chris Tronbjerg que foi logo reclamando do monte de resto de assaltos, dos barulhos das trombadas e atropelamentos logo ali na Brigadeiro, lixo e tudo mais.  As demais que já não a suportam muito por ser a rua mais recente da redondeza, a mais curta e  que além de ter nome que não  é de brasileira  é exatamente  dela que vem aquele horrível cheiro de gordura de pastel e peixe  todo o  sábado logo de manhã, deram uns muxoxos e voltaram ao assunto da CPI. Inicialmente decidiram por Caçambas e outras Porcarias Indesejáveis. Mas a Chris não se agüentou, interrompeu e deu a resposta que antes não lhe deram a chance. Com cara de coitada retrucou e até se gabou um pouco de ser a única que tinha carro da polícia no jornaleiro, antes das minas e dos manos chegarem. Isso sem contar que aquele pastel enche bucho de muita gente por ali, concluiu a Chris. A platéia ficou dividida, meio pensativa como que analisando aqueles fatos que tinham sido narrados.  O tempo estava correndo, mas ruas e calçadas que se prezam não podem se dar ao desfrute de divagar. The show must go on. Convocaram a Santos que até aquele momento pouco dissera. Ela parecia tristonha e até meio encabulada já que não fazia parte daquele bloco, no entanto tomou fôlego e discorreu com brilhantismo sobre todos aqueles ônibus dos hotéis estacionados, caminhões circulando constantemente, buracos, restaurantes e tudo o mais que por ela já havia passado. Não estava nada animada, principalmente quando recordou os velhos tempos em que, com a sua parceira Paulista, via gente bonita e cheirosa no lugar dos cocôs de cachorro e lixos de hoje. Sentia-se realmente desprezada. Arrasada.   Foi deixada um pouco de lado assim que a Brig. Luiz Antonio esticou o pescoço mas, como uma enxurrada, desabou.

Aquela reunião não incluía avenidas tampouco alamedas, mas sendo a maioria ali reunida calçadas ilustres que muito conviveram com célebres transeuntes, sabiam como tratar penetras.

A temática da reunião incluía desleixo, buracos, cocô de cachorro e a falta de regulamentação para recuo e estilo das calçadas. Primeiramente queriam entender a razão pela qual havia uma distinta discriminação e preconceito para com as calçadas da ladeira para cima. Estavam realmente intrigadas. Só para as calçadas da ladeira para baixo havia limpeza, cuidados e até um certo carinho dos canteiros e, conseqüentemente, pássaros. Lá existiam lixeiras, árvores que não cobriam as luminárias e quase nenhum adesivo nos postes. Tampouco cocô de cachorro se via por lá. Embora cada calçada fosse de padrão diverso, estavam todas bem conservadas, limpas, em boa forma. Exatamente o oposto das demais.

Realmente havia uma contestação de tendências entre as calçadas da ladeira para cima e as da ladeira para baixo.  Era um quadro de emoções quase líricas e vivencial que foi quebrado somente quando a Teixeira da Silva elogiou os pavões que pupilam entre a noite que vai e o dia que chega, lá pelos lados da Mário Amaral, a qual igualmente a Tutóia, não compareceu a reunião.

As calçadas da Manoel da Nóbrega, entre Oscar Porto e Av. Paulista, com um certo ar de enfado, mencionaram com displicência e desilusão o peso insuportável dos prédios que ficam cada vez mais altos. Arrematando, relataram indignadas o que era suportar, sem qualquer controle, todas aquelas caçambas, estacionamentos Zona Azul e o desatino das cadeiras espalhadas por lá nas sextas-feiras. Nem esqueceram do brechó com a Al.Santos.

Lá pelas tantas, após se cotizarem para ajudar as calçadas da ladeira para cima, recriminando veementemente todas as cadeiras nas calçadas que juntamente com vasos de plantas e postes de telefone não deixavam espaço para o pedestre, todas as calçadas, inclusive as das ruas arrabalde, decidiram enviar um e-mail para: cachorros & calcadas.br solicitando apoio para a realização daquela CPI  por  quarteirão, a fim de promover a adequada preservação de suas existências e a não transformação do espaço em taperas. Termos que assinaram: Os Behavioristas da Rua Manoel da Nóbrega e até pediram deferimento, o que concluímos serem seus gritos de alarme dignos de credibilidade e consideração.


MARIA DE CAMPOS, SOAROIR
Soaroir
Enviado por Soaroir em 01/08/2006
Reeditado em 02/08/2006
Código do texto: T206862
Classificação de conteúdo: seguro


Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (©Soaroir Maria de Campos em "link para obra original" - "data de publicação no recanto"). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.


Comentários

11/09/2009 14:53 - CARLOS AFFONSO
As calçadas de ruas que você menciona são até privilegiadas; precisa ver as da periferia, que além de descuidadas são cegas, surdas e mudas e analfabetas. Mas, como te amo São Paulo. Gostei do seu estilo. Escreves não só para massagear o seu ego, o dos outros também pelo prazer da leitura.

22/07/2009 19:49 - GU Bortolozzo
Seus textos sobre essa nossa região me agitam... gosto muito disso... necessito conhecê-la urgentemente. Bjs. GU Bortolozzo

17/10/2006 03:39 - Carlos Alberto Roldán
Qué escritura madura, la tuya, Soarir. Es un gusto la lectura de textos como los tuyos. Mis felicitaciones desde Argentina. Carlos Alberto Roldán

28/08/2006 09:21 - Eduardo Martínez
Soaroir, gosto muito de histórias (crônicas, contos e romances). E você é uma grande escritora, garota! Abraço! Eduardo Martínez

03/08/2006 19:50 - Denise Severgnini
Boa noite, poeta!Sempre com muito prazer e alegria venho até tua página para ler teu texto.A visita é breve, mas é feita com muito cainho e respeito por ti.As dores da tendinite voltaram.Beijos, Denise


Sobre a autora
Soaroir
São Paulo/SP - Brasil
883 textos (47085 leituras)
5 áudios (953 audições)
16 e-livros (5015 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 15/06/13 17:05)

sábado, 8 de junho de 2013

Universo Retraido

(coleção Perdidos na Net)

Universo Retraído

tucalipe@hotmail.co.uk
1
Soaroir Maria de Campos · São Paulo, SP
7/8/2008 · 80 · 7
 
Universo Retraído
© Soaroir 2/8/08


“O Vestido” releio.
Visto qualquer coisa. Parto.
No quarto do meio
Procuro um veio.
Dia cheio de nada.
[Nem a poesia veio.
O mote do dia não veio.
A chuva prometida não veio.
O pastel da feira não veio.
[Sequer a vontade veio.
A palavra não veio.
O Verbo não veio.
A rolinha não veio.
[Nem a fome veio.

Será medo da liberdade?
[Não sei.

A promessa não veio.
A dor não veio.
A solidão não veio.
[Nem a tristeza veio.
A sorte não veio.
O riso não veio.
A cura não veio.
[Nem o remorso veio.
Dia cheio de nada.
A poesia não vem
Será medo da liberdade?
[Não sei.
Virei refém.
Amanhã, quem sabe...

quarta-feira, 29 de maio de 2013

La verdad no esta afuera

(Perdidos na Net)

 

Poesia

Poesia de
Soaroir de Campos
São Paulo - 10-10-10

A Verdade não está lá fora

Preciso me dizer algumas verdades
Não vem de ninguém a dor
- minha tristeza!
Não vem de ninguém
Esse vício triste da má sorte
Como a da pomba que se debate
Nas afiadas garras do falcão
Andam por ai espalhadas - respostas
Às vítimas do próprio Tártaro
Cuja verdade não está lá fora...
continua...

Try to align
Spanish

Poesía

La verdad no esta afuera

Tengo que decir algunas verdades
No viene de nadie este dolor
mi tristeza
no viene de nadie
esta triste adicción a la mala suerte
como la paloma que se debate
en las afiladas garras del halcón
corren por ahí, dispersas - las respuestas
las victimas del propio Tártaro
cuyas verdades no están afuera
thanked 1 time

Leia mais em http://lyricstranslate.com/en/poesia-poesia.html#kYjmJPTcLZEbql53.99

domingo, 26 de maio de 2013

Ser Velho é ...

(Coleção Perdidos na Net)

SER VELHO É...

Soaroir/2005

Ser Velho é:


Não ter idéias
Desprezar as normas
Duvidar dos dogmas
Descartar o amor
Perder a libido
Não rir do cômico
Acreditar nos médicos
Crer que não tem deveres
Recusar-se a introjetar
Depender de remédios
Aviltar a inteligência
Subjugar a força
Desdenhar o mal
Depreciar os jovens
Descrer dos elogios
Aceitar a solidão
Perder o emprego
Não procurar os amigos
Jogar cartas
Esperar pelo almoço de domingo
Substituir a costelinha
Evitar a picanha
Cortar o álcool
Parar de fumar
Tirar os calos
Concordar que a Evolução vem do erro
Apostar na aposentadoria
Começar a dividir os bens
Supervalorizar o passado
Repetir estórias
Trocar o horóscopo pelo obituário
Valorizar a masturbação
Sonhar com orgasmos
Arrepender-se do tempo perdido
Ler os clássicos
Montar a árvore genealógica
Comparar o futebol antigo
Apreciar a distância os bebês dos outros
Regozijar-se pelo monte de filhos
Surpreender-se pela promiscuidade
Desprestigiar a ciência
Amar a Natureza
Escrever as memórias
Acreditar que o país não tem mais jeito
Colecionar antiguidade
Gostar de ser brasileiro
Orar antes de dormir
Questionar se vai pro céu
Aprender a dizer “não sei”
Saber de cor o nº do CPF
Pedir perdão,
Entregar pra Deus
E deixar que Ele resolva o resto
Passar o tempo aprendendo-
sonhando-contando,lembrando e esquecendo.
SÓ NATIMORTOS SÃO JOVENS

Soaroir/24/01/2005

por Soaroir em 20/09/2006
Reeditado em 27/09/2006
Código do texto: T245053
Classificação de conteúdo: seguro



Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (©Soaroir Maria de Campos em "link para obra original" - "data de publicação no recanto"). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas