(de adolescente)
Por Soaroir 25/3/09
Uma porta, três paredes e uma janela
Na empoeirada escrivaninha um PC
Sob ela fios ligados para todo lado
CDs despencando das prateleiras
Na fachada enfeitada por bandeiras.
Gil Vicente é (só mais) um peso de papel
Salva vida de formas e grandezas
Entre outros volumes, meias, tênis e jeans
Boiando a deriva num mar particular -
Espaço onde se entra de costas
Para não deixar de olhar pra frente.
Tempo de Cais
Conforme o tempo avança
lembro-me cada vez mais
do tempo quando eu criança
corria ao sol no cais.
Vau que inda hoje aliança
amigos, parentes e pais
outros de minha privança
liames de mesmos ais.
Soaroir Maria de Campos
10/12/06
sábado, 10 de março de 2012
Escrita Constrangida
Lipograma
A-
Tédio
soaroir 26/10/09
…fome
ôco no pré-duodeno
no imo, no sentimento
escôo dos elementos
extremos sem termos
de fins ou de meios;
debilitude - entorpecimento
do privo no privo:
nos cômodos, no colo
no desejo de questões
no denodo ou no medo;
esmorecido de comer –
cornucópios ou insultos
nem ódios, pelouros e fitos
desprezos – sustentos
frescos nem dormidos.
soaroir 26/10/09
…fome
ôco no pré-duodeno
no imo, no sentimento
escôo dos elementos
extremos sem termos
de fins ou de meios;
debilitude - entorpecimento
do privo no privo:
nos cômodos, no colo
no desejo de questões
no denodo ou no medo;
esmorecido de comer –
cornucópios ou insultos
nem ódios, pelouros e fitos
desprezos – sustentos
frescos nem dormidos.
Com o Vento do Oeste
© Soaroir de Campos
São Paulo/SP
hoje direi do vento
dele que vem como sutil sineiro
indivisível e fecundo sobre morros e ribeiros
cortês sementeiro de todos os sentidos
de sebes, de flores, de eleitos e escritores
só hoje, pelo menos hoje, deixo os trovões e
os tufões dos ventos do Norte e do Sul
invoco Zéfiro que comigo sobrevoe
neste meu tempo bom
de equinócio do Sudeste.
© Soaroir de Campos
São Paulo/SP
hoje direi do vento
dele que vem como sutil sineiro
indivisível e fecundo sobre morros e ribeiros
cortês sementeiro de todos os sentidos
de sebes, de flores, de eleitos e escritores
só hoje, pelo menos hoje, deixo os trovões e
os tufões dos ventos do Norte e do Sul
invoco Zéfiro que comigo sobrevoe
neste meu tempo bom
de equinócio do Sudeste.
sexta-feira, 9 de março de 2012
Perdido na Net XXXVI
No Banco do Tempo
"Amor é luz, fecundas manhãs que enterneceram"
Foto e poesia vencedoras do concurso
Foto eo "Love is in the air" -

A primeira é de casamento
Depois as da lua de mel
As da barriga de perfil
Seguidas das flores na maternidade
Das carinhas sujas de macarrão
Do futebol no ginásio,
As da primeira comunhão
De repente a de formatura
Com a beca de doutor
Vistas agora sobre meu piano
Nem parece que o tempo passou...!
(p poesia on-line do RL)
Soaroir 26/05
"Amor é luz, fecundas manhãs que enterneceram"
Foto e poesia vencedoras do concurso
Foto eo "Love is in the air" -
Imagem (1990) e texto Copyright Soaroir
A primeira é de casamento
Depois as da lua de mel
As da barriga de perfil
Seguidas das flores na maternidade
Das carinhas sujas de macarrão
Do futebol no ginásio,
As da primeira comunhão
De repente a de formatura
Com a beca de doutor
Vistas agora sobre meu piano
Nem parece que o tempo passou...!
(p poesia on-line do RL)
Soaroir 26/05
quinta-feira, 8 de março de 2012
Mulher Madura
Cajá
Mulher Madura
(reedição)
MATRIX
®Soaroir 5/11/07 – 12:45hs
p/Poesia on-line do Recanto das Letras
Domina o clã
À distância
Administra a filial
Sua especialidade,
Sinceridade...?
É a sua cara-de-pau.
Quando há deficit
Demite o gerente
Abraça sozinha a causa
Negocia os valores
Muda de aplicação
Pagos os micos e os juros
Em pró da emancipação
Dá-se ao luxo de bem dizer
Em rima e às vezes não,
Que mulher madura
Não é mais a menina
Nem a melanina!.
Aparece o buço,
Procrastina.
Ela sente os efeitos,
Revê seus direitos.
Cobra mais de si
Os malfeitos.
Perde emprego,
Adultera o apego;
Enfrenta a pausa,
Encontra sossego:
Degusta o gozo
Jovem e licoroso,
Bordeaux ou blanc
Mais gostoso.
Descartada a agrura,
Prefere a brandura;
Deleitea-se com a vida
A sempre mulher...
Agora madura.
Publicado em: Pote de Poesias
®Soaroir 5/11/07 – 12:45hs
p/Poesia on-line do Recanto das Letras
Domina o clã
À distância
Administra a filial
Sua especialidade,
Sinceridade...?
É a sua cara-de-pau.
Quando há deficit
Demite o gerente
Abraça sozinha a causa
Negocia os valores
Muda de aplicação
Pagos os micos e os juros
Em pró da emancipação
Dá-se ao luxo de bem dizer
Em rima e às vezes não,
Que mulher madura
Não é mais a menina
Nem a melanina!.
Aparece o buço,
Procrastina.
Ela sente os efeitos,
Revê seus direitos.
Cobra mais de si
Os malfeitos.
Perde emprego,
Adultera o apego;
Enfrenta a pausa,
Encontra sossego:
Degusta o gozo
Jovem e licoroso,
Bordeaux ou blanc
Mais gostoso.
Descartada a agrura,
Prefere a brandura;
Deleitea-se com a vida
A sempre mulher...
Agora madura.
Publicado em: Pote de Poesias
Mulher de Cafarnaum
Mulher de Cafarnaum
"falando da mulher"
By: Soaroir Maria de Campos

Para este Dia eu queria
Fazer versos soltos,
Poesia.
Por isso, elejo Maria,
Que já d’antes d’ Al Corão
Dês de antiga ramaria
Se não sai filho varão,
Mulher é tudo Maria.
O mundo está cheio delas.
Há Maria em todo o lugar.
Umas com tristezas,
Outras com alegrias,
Umas pra unir,
Outras pra abjugar,
Tem a Maria de benzer,
A de partejar, cozinhar,
A livre, a em degredo,
A faustuosa, ou arremedo.
Haverá sempre uma Maria
Disposta a nos zelar,
Ou ainda nos achincalhar…
Há aquelas que perdem o pé,
Chegam a lugar nenhum,
Fingem ser o que não é,
E se acabam como "Egum".
Mas, há as Marias que dão certo!
Ah! Essas são outras mulheres,
Têm em si o seu mister.
As outras nem chegam perto
Pois não as vêem como mulher!
Tem as Marias que cantam,
As que nasceram para encenar,
Há aquelas que encantam,
E as que vieram para julgar.
Há as que inspiram melodia,
Da Escócia à Minas,
Da Grécia até a Bahia,
Rimam mulher com Maria.
Já houve grandes mulheres
E grandes muitas anãs.
E sempre uma é Maria
De avós, mãe e irmãs.
Marias também são bruxas…
Têm muitos poderes mágicos,
O que as confundem com puxas,
E outros xingos mais tágicos.
Sendo nós a maioria,
Vamos nos valendo da fantasia
Para vencer a tirania
Que a vida nos expia,
Enquanto enfrentamos nossa sina,
A que sobrevivemos por teimosia.
Embora tal sorte traquina,
Nem a todas torne heroína.
Quando o destino nos contraria
Viramos fera, alga coralina
Incrustadas em algum mar
Até quando a dor termina.
Hoje somos todas Marias.
Mulheres Marias…
Que mais temos em comum,
São as forças d´alquiler
Brotando em tempo murum
Como filha, mãe e mulher
Confiando a Deus os nossos
Com a mesma determinada coragem
Da Maria de Cafarnaum.
A nossa Santa Maria
À quem nos ajoelhamos pra rezar
Nos templos, abadias…
A mesma à quem aqui rogo:
Zelai por todas nossas Marias!
Soaroir Maria da Campos-27/03/05
(breve adaptação para este dia)
P/Poesia on-line "falando de mullher"
"falando da mulher"
By: Soaroir Maria de Campos
Para este Dia eu queria
Fazer versos soltos,
Poesia.
Por isso, elejo Maria,
Que já d’antes d’ Al Corão
Dês de antiga ramaria
Se não sai filho varão,
Mulher é tudo Maria.
O mundo está cheio delas.
Há Maria em todo o lugar.
Umas com tristezas,
Outras com alegrias,
Umas pra unir,
Outras pra abjugar,
Tem a Maria de benzer,
A de partejar, cozinhar,
A livre, a em degredo,
A faustuosa, ou arremedo.
Haverá sempre uma Maria
Disposta a nos zelar,
Ou ainda nos achincalhar…
Há aquelas que perdem o pé,
Chegam a lugar nenhum,
Fingem ser o que não é,
E se acabam como "Egum".
Mas, há as Marias que dão certo!
Ah! Essas são outras mulheres,
Têm em si o seu mister.
As outras nem chegam perto
Pois não as vêem como mulher!
Tem as Marias que cantam,
As que nasceram para encenar,
Há aquelas que encantam,
E as que vieram para julgar.
Há as que inspiram melodia,
Da Escócia à Minas,
Da Grécia até a Bahia,
Rimam mulher com Maria.
Já houve grandes mulheres
E grandes muitas anãs.
E sempre uma é Maria
De avós, mãe e irmãs.
Marias também são bruxas…
Têm muitos poderes mágicos,
O que as confundem com puxas,
E outros xingos mais tágicos.
Sendo nós a maioria,
Vamos nos valendo da fantasia
Para vencer a tirania
Que a vida nos expia,
Enquanto enfrentamos nossa sina,
A que sobrevivemos por teimosia.
Embora tal sorte traquina,
Nem a todas torne heroína.
Quando o destino nos contraria
Viramos fera, alga coralina
Incrustadas em algum mar
Até quando a dor termina.
Hoje somos todas Marias.
Mulheres Marias…
Que mais temos em comum,
São as forças d´alquiler
Brotando em tempo murum
Como filha, mãe e mulher
Confiando a Deus os nossos
Com a mesma determinada coragem
Da Maria de Cafarnaum.
A nossa Santa Maria
À quem nos ajoelhamos pra rezar
Nos templos, abadias…
A mesma à quem aqui rogo:
Zelai por todas nossas Marias!
Soaroir Maria da Campos-27/03/05
(breve adaptação para este dia)
P/Poesia on-line "falando de mullher"
Soaroir em 06/03/2008
Reedição 8/3/12
Reedição 8/3/12
| Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (©Soaroir Maria de Campos em "link para obra original" - "data de publicação no recanto"). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas. |
Mulher Boazinha
MULHER BOAZINHA
A Mulher "Boazinha"
(reedição)
Somos gente, fazemos parte da nação, do Planeta. Determinar um só dia para comemorar seja lá que data for, a mim deixa a impressão de que se precisa de um dia para pedir perdão ou desculpas. Como por exemplo, hoje, Dia Internacional da Mulher.
Hoje todos nos defendem, querem nos proteger e até nos fazem belos poemas. Hoje somos mulheres “boazinhas”, “coitadas”, “contextualizadas”, dignas de flores. Esta beata necessidade de declamações uma vez ao ano a essa mulher “boazinha”, de alguma forma soa como mais uma discriminação velada, já que não temos o dia dos homens.
Não somos toda essa beleza e formosura que fantasiam reconhecer somente em dias de mulheres. Somos também paus e pedras, composição hormonal, perigo iminente.
Desconstruimos gente, assaltamos lares, aceitamos ser amantes.
Somos voluntariado, ou neurótico caminho. Não temos meios termos, podemos um dia ser rosa e no outro insuportável espinho. Além de petulantes, somos malvadas, mesquinhas e revoltadas; temos vícios, masturbações, prostituições, especialmente se carentes.
Na estratégia fazemos inveja aos grandes senhores da guerra. As armas que dispomos e usamos com maestria, embora herdadas são irreveláveis até mesmo em confissão.
Somos gente, pessoas normais que a Natureza quis tivéssemos um útero e dois ovários para parir e preservar a espécie, para o que facilmente viramos bichos, feras que se acuadas ou coagidas não reconhecem limites para a sua sanha. Nas injustiças, fomes e misérias somos os piores adversários que alguém pode querer.
Somos gente que como tais querem ser tratadas. No more, no less.
Não somos deusas, só imortais!
Soaroir Maria de Campos
08/03/07
(uma inspiração sem transpiração, por isso não considerem os erros. Afinal.. hoje sou só mais uma mulher boazinha…)
Somos gente, fazemos parte da nação, do Planeta. Determinar um só dia para comemorar seja lá que data for, a mim deixa a impressão de que se precisa de um dia para pedir perdão ou desculpas. Como por exemplo, hoje, Dia Internacional da Mulher.
Hoje todos nos defendem, querem nos proteger e até nos fazem belos poemas. Hoje somos mulheres “boazinhas”, “coitadas”, “contextualizadas”, dignas de flores. Esta beata necessidade de declamações uma vez ao ano a essa mulher “boazinha”, de alguma forma soa como mais uma discriminação velada, já que não temos o dia dos homens.
Não somos toda essa beleza e formosura que fantasiam reconhecer somente em dias de mulheres. Somos também paus e pedras, composição hormonal, perigo iminente.
Desconstruimos gente, assaltamos lares, aceitamos ser amantes.
Somos voluntariado, ou neurótico caminho. Não temos meios termos, podemos um dia ser rosa e no outro insuportável espinho. Além de petulantes, somos malvadas, mesquinhas e revoltadas; temos vícios, masturbações, prostituições, especialmente se carentes.
Na estratégia fazemos inveja aos grandes senhores da guerra. As armas que dispomos e usamos com maestria, embora herdadas são irreveláveis até mesmo em confissão.
Somos gente, pessoas normais que a Natureza quis tivéssemos um útero e dois ovários para parir e preservar a espécie, para o que facilmente viramos bichos, feras que se acuadas ou coagidas não reconhecem limites para a sua sanha. Nas injustiças, fomes e misérias somos os piores adversários que alguém pode querer.
Somos gente que como tais querem ser tratadas. No more, no less.
Não somos deusas, só imortais!
Soaroir Maria de Campos
08/03/07
(uma inspiração sem transpiração, por isso não considerem os erros. Afinal.. hoje sou só mais uma mulher boazinha…)
Soaroir em 08/03/2007
RL Código do texto: T405274
RL Código do texto: T405274
Mulheres de Africa
Hoje eu sou de África
Mãe de leite, mãe de fé
mulher
Faminta mãe de filhos doentes
carente
Emburcada, descalça, empoeirada
violentada
Com abocados filhos varão
o Corão
Refugiada de lugar nenhum
Cafarnaum
Com as forças d’alquiler
sou mulher
Brava mulher africana
Hoje eu sou mwana.
Soaroir Maria de Campos3/3/2007
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