Tempo de Cais



Conforme o tempo avança
lembro-me cada vez mais
do tempo quando eu criança
corria ao sol no cais.
Vau que inda hoje aliança
amigos, parentes e pais
outros de minha privança
liames de mesmos ais.


Soaroir Maria de Campos
  10/12/06

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Entre o Céu e a Terra

© Soaroir de Campos

Sunset - Claude Monet

















- Eu amparo o vento.
- Em mim ele vagueia.
- Eu me visto de nuvens.
- Elas me enleiam.
- Eu nasci faz tempo.
- Eu canto a vida e a morte.
- Todos me vêem.
- A mim interpretam.
- Eu seguro a neve que prende pés.
- Eu vôo até o Sol e me derreto.
- Sou muito importante, a mim até veio Moisés.
- Entre os deuses eu habito.
- Eu sou muito alta.
- Sou mais o poeta.
- Eu sou sólida.
- E eu transparência.
- Eu sou pedra.
- Eu sou criação.
- Sou intransponível.
- Sob teus pés habito.
- Sou poderosa.
- Tua areia me enriquece.
- Faça me uma lenda.
- Dê-me então um mote.
- Esmeralda.
- Está bom assim?
- Não vejo cor!
- São versos brancos!
- Quem é você?
- Emoção.
- Eu sou a Montanha.
- Muito prazer, eu sou a Poesia.


MOTE DO DIA 19/12/08
Citação de: Soaroir em Hoje às 08:41
"Meu êxito vem da Natureza, a fonte de minha inspiração"
Claude Monet

Será que a Natureza age de maneira diversa dependendo da
simpatia ou antipatia para com este ou aquele indivíduo?

O Mapa Atualizado

O Mapa Atualizado
By Soaroir 29/5/08


Oh cidadão, por quê te encharcas
Arrotas alto e te deita no chão?
Por quê, cidadão, esse desalento,
essa falta que lhe cobre o corpo
desnuda-te a mente de seguir em frente?

- Não tenho o travo de pessimismo
que habita a tua alma de aparência calma
camuflando-te a visão a qual vê meu leito
que para ti, somente é como se fosse um chão
onde tu te apóias enquanto julgas e mentes
chamando-me de cidadão como se fora tu
a espera de “virar poeira ou folha levada”;
na madrugada já sou esse “pouco do nada
invisível “, por estas ruas desencantadas
“Que nem em sonho sonhei” pudesse
um dia amparar meu pouso, que
repousado nos respingos da água ardente,
eu nada mais tenho a reclamar nesta
viagem exotérica das grandes cidades.

O Mistério do Texto Roubado



Prof Moacyr Scliar. Saudade.




Livro de Todos - O mistério do texto roubado
Obra coletiva  173 autores
Capa: Maurício de Sousa
Imprensa Oficial do Estado de São Paulo/Câmara Brasileira do Livro


O livro, um romance policial infanto-juvenil, foi escrito pela web por 173 autores anônimos e consagrados. Tudo aconteceu através do site “Livro de Todos” que ficou no ar de 16 de maio a 16 de junho e recebeu 14 mil visitas. Todos os mais de 300 textos enviados foram avaliados, selecionados e editados por uma comissão editorial da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo supervisionada pelo jornalista Almyr Gajardoni.
Até o o best-seller Roberto Shinyashiki e o vencedor do Prêmio Jabuti, Menalton Braff colaboraram  na seleção. O primeiro capítulo foi escrito pelo premiado autor Moacyr Scliar, o ponto de partida para a colaboração dos internautas

Perdido na Net XXIII

amor, corpos e almas

Soaroir de Campos
São Paulo/SP - 15/2/10
 


                       
depois de sessenta invernos
quê dizer de almas e rostos
fica tudo tão exausto
grisalho, ântero-interno

alma e corpo perdem o posto
no acordo que outrora fausto

ao encontro do amor eterno

vê-se a alma no alento
pactuando com o superno...


(sem revisão)
 
Soaroir
Enviado por Soaroir em 15/02/2010
Reeditado em 16/02/2010
Código do texto: T2088581

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Perdido na Net XII

O Fato da Foto

O Fato da Foto
©Soaroir foto e texto
28/10/08 São Paulo/BR
http://pote-de-poesias.blogspot.com/2008/10/o-fato-da-foto.html















cada foto uma história
de lugar, amor ou parente
fala mais que mil palavras
é retrato e nunca mente.
é um envelope endereçado
uma carta bem catita
expedida do passado
ao presente sem escrita.
colorida ou amarelada
exposta ou irrevelada
cada foto leva ao sempre
a lembrança preservada.
encerrada em relicários
de madeira ou fino cromo
vai direto para o lixo
logo assim que morre o dono.

Soaroir
Enviado por Soaroir em 29/10/2008
Código do texto: T1253964

Lágrima

Dominação
Copyright Soaroir



Não há lágrima sem motivo
Miúdo ou muito forte...
Choro alto, choro baixo -
Há lágrima pra todo o porte.

Na igreja, na milonga
Na cantiga, na escrita
Moderna ou cafona
A lágrima não se limita

Não há calço nem há peia
Que a assegure um lugar
Ela tem vontade própria
Quando se decide a rolar

Nem se importa com a razão
Se de rir ou de chorar
Tampouco com a cara (feia) -
Na qual ela vai tombar.


original publicado
em 6/7/2009
by Soaroir

domingo, 1 de janeiro de 2012

Linguagem dos Bichos

Soaroir
28/4/10

imagem/google/governoemrede



às vezes penso
sou papagaio
siriema, um ganso...
revolvo ciscos
cato insetos
engulo sapos
o que salva
é que eu penso...
e sempre vôo
no entanto canso
e sem descer
troco de posto